segunda-feira, 25 de setembro de 2023

O Cântico Inaudível: O Direito Desde o Início


Na quietude do ventre, onde a vida se tece,  

Ali, um universo inteiro em silêncio obedece.  

Um encontro de células, um milagre em formação,  

Cada batida, um hino à vida, uma nova canção.


Não se vê, não se ouve, mas se sente, se sabe,  

Cada fibra, cada nervo, um futuro que cabe.  

O direito à existência, desde o primeiro alento,  

Uma chama invisível, no sagrado recinto.


Quem somos nós para negar esse chamado,  

Para silenciar o cântico que já foi entoado?  

Cada ser em seu mistério, cada vida em sua trama,  

Todas as coisas vivas, sob a mesma sacra flama.


Pela inocência que cresce, pelo amor que se expande,  

Que cada vida em seu curso, como um rio, seja grande.  

E possa fluir e brilhar, desde a sua concepção,  

Um direito inalienável, uma divina oração.


Dentro deste direito, o respeito se guarda,  

A essência de cada alma, que nenhuma lei descarta.  

O direito à vida, desde o tecido inicial,  

É o fundamento eterno, o princípio vital.

Um comentário:

Anônimo disse...

Realmente Gutemberg,tu tens uma mente brilhante.Parabéns!

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