Sigam-me e me persigam, eu quero é fama.
Curtam-me e me ignorem, eu quero é grana.
Salvem-me e me abandonem, eu quero é crescer.
Comentem-me e não me digam, eu quero é poder.
Compartilhem-me e me vendam, eu quero o algoritmo.
Marquem-me e me apaguem, eu quero o veredito.
Cliquem-me e me inflem, eu quero a impressão.
Silenciem-me e me citem, eu quero a atenção.
Repostem-me e me torçam, eu quero tendência.
Exaltem-me e me cansem, eu quero audiência.
Usem-me e me recusem, eu quero ascender.
Cancelem-me e me busquem, eu quero renascer.
Aplaudam-me e me vaiem, eu quero o holofote.
Adoçem-me e me amarguem, eu quero o bigote
dos filtros e das máscaras, eu quero o parecer.
Me sigam, me esqueçam — eu quero é vencer.
E quando a tela escurece, o eco se desfaz:
a métrica me abraça, o silêncio pede paz.
Se o like é meu espelho, quem é que vai me ver?
Talvez no fora de quadro exista outro viver.
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