quarta-feira, 3 de março de 2010

O Rio Tocantins Me Leva, Goiânia Me Recebe




Das margens do Tocantins eu parti,  

um filho da terra, criado em Tucuruí.  

Mas o destino, ah, ele insiste em insistir,  

como as águas que vão, eu fui seguir.


Porto Nacional, em suas salas aprendi  

a magia das letras, a essência de existir.  

Mas como já diziam, e aqui redizi,  

o mundo é grande e cabe na janela sobre o quintal.


Goiânia! Oh cidade de cores, de luz,  

em teus braços de cerrado encontrei meu chão.  

Me acolheste como a Cecília acolheu o azul,  

como Quintana aos pequenos dá grande atenção.


Cora, tua doçura de versos em minha vida se imiscui,  

como o pequi no arroz, aqui achei meu lar.  

Mas Bandeira me lembra, mesmo aconchegado num colchão  

a angústia me visita, me diz: “você não está no teu chão”.


Apartamento montado, emprego arranjado, e ainda  

o vazio me envolve em seu abraço frio e feroz.  

É como a flor que brota em terreno ainda não lavrado,  

ou o fruto que amadurece, mas não encontra sua voz.


E neste poema, este filho do norte com alma errante,  

une caminhos, trilhas, aventuras e estradas e rota, 

Cada verso é um passo na busca de ser relevante,  

em Tucuruí ou Porto, onde o rio e a saudade mora.


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